(...) ofereceste-te com generosidade, entreguei-me sem obstáculos. (...) Estranhei-te o silêncio. Tu, para quem as palavras são supérfluas quando a certeza é firme, manifestaste-te no movimento do corpo em tradução livre do desejo e sorriste-me encontrando, finalmente, não aquilo que procurávamos, mas aquilo que nos faz felizes. 2.12.10
tranparências
(...) ofereceste-te com generosidade, entreguei-me sem obstáculos. (...) Estranhei-te o silêncio. Tu, para quem as palavras são supérfluas quando a certeza é firme, manifestaste-te no movimento do corpo em tradução livre do desejo e sorriste-me encontrando, finalmente, não aquilo que procurávamos, mas aquilo que nos faz felizes. acreditar no amor como na vida

24.11.10
E os outros...!
Só os nossos escondidos murmúrios,
Só as nossas madrugadas de prazeres e delírios.
Gemidos de vida.
E o mundo que se engane,
Que finja não ver
Que pense não ser...!
18.11.10
Mulheres
Umas que preencheram lacunas, outras que acariciaram o meu ego. Algumas só mataram desejos, outras fizeram-me refletir. De umas ainda aguardo respostas, a outras nem perguntas fiz. Umas entenderam-me, outras nem tentaram. Umas só foram usadas, outras apenas me usaram. Umas viraram mães, outras viraram tias, algumas por não querer, outras sem outra opção.
8.11.10
Versos de amor

6.11.10
Todo o tempo
5.11.10
Sou
Eu sou naturalmente a sensação que sinto, a sensação que transmito sem mordaças, sem máscaras, sem artifícios. Vivo em função da minha satisfação, dos meus desejos, da minha vontade de fazer o bem mesmo com a certeza do quanto mal já fiz. Vivo a vida. Com amor, com as certezas que penso ter, às vezes doces e ilusórias certezas planando ao sabor libidinoso do vento que as leva sem obstáculos, sem negativos. Vivo nas nuvens da vida, do amor, das ilusões. Por outro lado vivo o meu temperamento felino nos meandros da inconsequência sem ser inocente. Sou o que quero. Sou o que sou, sou o que quero ser em total cumplicidade com as minhas intuições. Vou até onde o meu instinto me leva. Vivo de mãos dadas entre o meu Eu de emoções com o meu Eu racional que me regula, que me soma e subtrai, sempre nas minhas perfeitas faculdades. E nesta balança dentro de mim vivo com a plena consciência da felicidade que procuro, que almejo. Quero mais sem nunca precisar de fugir de mim. Tudo o que faço é profundamente consciente nas saídas, nas fugas e até nas inverdades. Não sou um mistério mas também não sou figura fácil. Sou dentro do possível apenas eu. Vivo de amores. Lógicamente por não me interessar morrer.
3.11.10
Perfeição
Os lençóis desarrumados, as roupas espalhadas, os copos vazios. Copos vazios, coração cheio, corpos exaustos, denunciando que o amor ali acontecera. A vela ainda acesa, ainda queima e, suavemente ilumina os nossos corpos. Vagarosamente, sinto-te respirar, dormindo, entregue, a sonhar, deliciosa. Observo a tua pele, os teus contornos, vejo a satisfação no teu rosto. O sorriso embala o teu sono.
Quadro bonito, cena grata, deliciosa de olhar. A vontade aumenta, quero abraçar-te e envolvo-te com os meus braços, para te ter agarrada a mim.
Ainda a dormir exclamas, languidamente: "Amo-te tanto!". E num impulso calo os teus lábios com um beijo macio, tranquilo, delicioso. Beijo sonhado a sonhar com o teu beijo, a acordar beijando-te. As nossas mãos começam a procurar-nos de novo. O desejo reacende.
E a perfeição repete-se.
1.11.10
Quem sonha vive
Quando se tem alguém na vida que sonha tão grande quanto nós, que sonha de olhos abertos como nós, que planeia cada detalhe da concretização dos sonhos connosco, que nos leva ao colo e nos tira o peso do mundo dos ombros......quando temos alguém assim na vida devemos abraçá-la forte, bem forte e dizer-lhe baixinho, a cada minuto, por cada sorriso, por cada sonho, por cada momento de amor o quanto se gosta dela, o quanto nos faz feliz e o quanto queremos senti-la feliz. Sempre.
29.10.10
O "Treme-treme"
“Treme-treme” assim se chamava o prédio alto, destacado de todos os outros mais baixos, onde morei nos meus tempos de serviço militar em Luanda! Em 1971 fui “convocado” para o Ultramar e os pais (galinha!) reformaram-se e foram atrás do menino! Dinheiro não havia em fartura e, portanto, aquele edifício colonial construído para habitação económica e com fim a alojar os militares nos seus tempos de férias foi o nosso lar (dos meus pais e meu quando voltava, ainda que temporariamente, do mato) durante quatro anos. Falo hoje dele porque em conversa descobri que a mãe de uma querida amiga e ela inclusivé (apesar de bebé) também lá morou e na mesma época. Éramos vizinhos e não sabíamos. A vida tem destas coisas maravilhosas!
Eu morava no 12 J daquele prédio do Largo do Infante D. Henrique…mais conhecido pelos jovens de então como o Baleizão, mesmo defronte à marginal, com uma belíssima paisagem que serviu de fundo a momentos inesquecíveis da minha juventude. Era minha vizinha também a minha eterna Vera Mónica, na época Verónica (seu verdadeiro nome) que chegara também a Luanda com a mãe, vinda directamente do Rio de Janeiro à procura de uma vida melhor. Grandes amizades se fizeram naquele “Treme-treme”. Carlos Castro (que escreveu para mim as três letras com que concorri ao Festival da Canção de Luanda entre 1972 e 1974 e com as quais ganhei o primeiro prémio), Vasco Rafael, Rui e Salomé Cardinali, José Carlos (o mais genial estilista português), Nelson Duarte (que me acompanhava à guitarra em cantorias pelos mais variados locais da Nova Lisboa, Sá da Bandeira, Luanda, etc) eram outros dos vizinhos. Na altura e tal como eu, ilustres desconhecidos mas que, a pouco e pouco, começavam a dar cartas numa Luanda de longe mais evoluída que a Metrópole. Aliás, ali perto estava o primeiro hipermercado que os portugueses residentes em Luanda veriam, muito antes de Portugal sofrer igual modernização.
Mais tarde aquele prédio começou a ser apelidado de “Treme-treme”! Porquê? Tinha a ver com a utilização que era dada a alguns dos apartamentos habitados por “profissionais do sexo”. Quem pretendesse descrição e qualidade, sabia que o “Treme-treme” era o lugar. Muito nos riamos, eu e a Vera, namorados e novíssimos na época, tão novos ao ponto de brincar com as tais “profissionais”, fazendo chamadas insistentes para os seus apartamentos a marcar supostos encontros. Outras vezes batíamos às suas portas e corríamos pelas escadas abaixo até alcançarmos um lugar seguro onde pudéssemos soltar largas gargalhadas!
Ter sabido hoje, da coincidência que atrás referenciei fez-me recordar uma série de momentos….inevitável! Lembro-me de uma vez estar com um grupo de amigos no então Café Baía que ficava junto do “Treme-treme” e onde todos os jovens se encontravam para grandes noitadas que, um exuberante casal colocou altifalantes na varanda do quarto onde decidiu passar umas longas horas de cama com o microfone ao lado. Resumindo: toda a gente ali nos arredores testemunhou o seu prazer. Mas também era daquele mesmo Café que se assistia todas as noites a um espectáculo magnífico de luzes na Marginal com os reclames multicolores que num piscar constante se projectavam nas calmas água da baía enquanto no alto e em tons de amarelo a Fortaleza de S. Miguel vigiava a baía, protegendo a cidade. Os automóveis passeavam-se como pirilampos e muitos se deslocavam para a ilha onde as marisqueiras e bares aguardavam com as suas lagostas, camarões, lagostins, sapateiras, outros crustáceos e moluscos a chegada da clientela noctívaga e não só.
Luanda dormia acordada, Luanda era uma cidade que não dormia. Loucos anos 70 naquele paraíso quente e tropical! Mas nem tudo eram rosas…
17.10.10
Hale-bopp

Nunca acreditei em coincidências mas sei que conhecer-te não foi um acaso na minha vida. Foi um presente do destino! És o meu cometa, o meu Hale-Bopp! O maior e o mais brilhante!
Quando amo

ZEN
Acreditei. Pedi com toda a minha fé.
Rendi-me a este amor e aceitei.
Abracei-te, abracei-me.
Estou em paz.
15.10.10
Acredito. Do verbo acreditar

Acredito que as relações se fazem de química e de cumplicidade.
Acredito que o corpo tem linguagem própria. O olhar. E o sorriso também. É isso que constrói uma relação: tudo o que está para além das palavras, tudo o que conseguimos ouvir no silêncio. Acredito no conforto do silêncio.
Acredito que as relações se fazem de momentos. Segredos. Lágrimas e gargalhadas. Fantasias. Guardar tudo o que se sabe sem querer saber mais nada. Passado. Futuro. Querer o todo sem nunca conhecer tudo. Viver!
Acredito em entidades isoladas com um mundo próprio.
Acredito no fascínio pelo que nunca nos pertence.
Acredito em nós. Simplesmente.
Para todos os dias

Há muitas coisas assim na vida! Começam do nada como uma vela que não se apaga, um fio de vento que não se vai embora, uma noite que não dorme e chega em claro até à manhã. Foi assim que tudo começou. Entraste para a minha vida sem nenhum de nós saber. Se não para todo o sempre, pelo menos para todos os dias, enquanto os houver.
Da entrega

Eu sou lúcido na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieto na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos e transformo alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, às vezes, menos do que sou capaz. Procuro pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, atiro-me e quando recuo não volto mais...
Eu. Tu. Nós!

13.10.10
5.10.10
segredo
4.10.10
...

Não interessa o teu nome ou o que fazes. O que interessa é que tudo permanece igual...o mesmo silêncio, a mesma urgência, o mesmo bater descompassado do peito, o mesmo olhar revelador, o mesmo gemido a marcar o alvorecer dos dias que caem sem pressa e sem medo do teu abraço...de manhã olho para trás e recordo-me do teu corpo nu a descansar sobre o meu peito, dos lençóis revolvidos a meia luz, do teu perfume ainda morno e de um beijo na boca a troco de tudo...
28.9.10
"poesia em movimento"

mais do que tudo
27.9.10
sem comentários
but I don´t know you...I wonder if some day I will?
Know you for how you really are, through your look
behind those brown eyes. Knowing you in my thoughts
is not enough because I imagine you more than a hundred
ways, trying to find which one of my thoughts could be you.
So can you show me?!"
tinha esta carta assinada na minha mesa, terminando
sugestivamente com um número de telemóvel. Hoje
pergunto-me...Será que as mulheres estão a ficar cada
vez mais "românticas" ou sou eu que estou a ficar...
cada vez mais "insensível"?
Sem comentários!
...
25.9.10
my endless happy mood
20.9.10
histórias de amor

As mais bonitas histórias de amor não são as que se escrevem, se idealizam, se sonham, se anseiam, se desejam, se planeiam. São as que se vivem. São aquelas que se fazem com o coração a bater fora do peito, as que se vivem com a (in)consciência do risco de tudo perder mas também de tudo poder ganhar.
Só assim vale a pena viver: sem medo.
12.9.10
E depois?
Amizade
Hoje cruzei-me com esta nossa fotografia e pensei na quantidade de anos, meses, dias, horas e minutos em que já nos aturamos um ao outro. Como de conhecimento teatral se fez esta amizade mais sólida que a própria vida, como de colega te tornaste a amiga essencial. Como é tudo mais fácil porque existes, porque me entendes como ninguém, porque nunca me largas a mão. Contigo tenho a força que preciso juntar à minha. Esta foto tem para mim o sabor da verdadeira amizade. E sim é possível amar toda a vida.às vezes sinto...

...que me apetece parar o tempo e fazer tudo andar para trás - não por insatisfação com o presente, mas sim porque há momentos que sabemos que não voltarão a repetir-se. Custa aceitar que é impossível repetir o irrepetível e que tudo tem o seu tempo. O que lá vai... lá vai.
Por vezes sentimos as coisas antes
destas acontecerem e sabemos que
mesmo que o barco regresse um dia,
não voltará a ser o mesmo...
29.7.10
Dias
23.7.10
Adeus (palavras gastas)
"Adeus (palavras gastas)", Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
E o que nos ficou não chega
Para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
Gastámos as mãos à força de as apertarmos,
Gastámos o relógio e as pedras das esquinas
Em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
E não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
Quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
Porque ao teu lado
Todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
No tempo em que o teu corpo era um aquário,
No tempo em que os meus olhos
Eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
Uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
Já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
Tenho a certeza
De que todas as coisas estremeciam
Só de murmurar o teu nome
No silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
22.7.10
19.7.10
13.7.10
12.7.10
7.7.10
...
6.7.10
...
Pegar na minha guitarra e voar até ti,
Sentar-me no parapeito da tua janela
E cantar-te uma canção de amor.
entre ti e ti
5.7.10
teu
Escutar-te através do papel,
Desenhar o teu cheiro,
Olhar-te nos olhos quando me desnudo da maquilhagem de palco.
Sabes... às vezes apetece-me escrever-te!
Falar através do papel,
Rir-me enquanto roo a caneta,
Pegar-te na mão enquanto as palavras aparecem!
Ás vezes, meu amor, troco a vontade de escrever, pela necessidade de te sentir.
Piano-bar
Cantei só para ti.
Não sabias.
Cantei-te em cada palavra.
Beijei-te em cada verso.
Sorri-te.
Sorriste-me.
(A)percebeste-me.
O meu olhar cruzou no teu
E assim nos amamos naquele ar
Que sendo de todos, era só nosso.
Respirei-te à vista de todos.
Perco.me
Canção da vida.
Eu sei quem tu és.
Há quanto tempo desesperas,
Eu sei como és.
Trazes a noite nos teus olhos violentos
Últimos bares, cigarros, copos e jogo,
Últimos beijos, os últimos momentos,
Último abraço que pôs o teu corpo em fogo.
Para saberes de amor quantos corpos conheceste?
Para saberes de amor quantas noites tu viveste?
Para saber de amor, quanto amor e solidão,
Para saber de amor foi vádio o meu coração.
Trazes no corpo os sonhos que uma vez amei,
Sonhos de uma só noite que nunca mais encontrei.
Trazes esta canção, esta dor de despedida.
Uma triste canção, a canção da tua vida.
memória de luz
...!
...
4.7.10
Início dos sorrisos
25.1.10
Olho-te
Posso fazer uma pausa e dizer: olho-te. Não creio que qualquer figura de estilo lhe acrescentasse alguma coisa. Os meus olhos chegam para envolver o teu corpo e dizer-me que respiro e, depois, dizer simplesmente: olho-te. Não espero deste gesto um poema, para transcendência basta-me o teu corpo, ali, precisamente onde o meu olhar pousa. Que eu te escreva num momento diferente daquele em que te olho não chega a ser realmente importante. Escrevo apenas para conservar esse olhar, para o segurar no preciso momento em que existiu, para guardar com nitidez a imagem da tua nudez, para guardar para sempre as tuas palavras. E não me importa que o texto descanse, como naquele momento o meu corpo descansava, porque ambos, as minhas palavras e o meu corpo, te olham a distâncias diferentes, enquanto dizem apenas: amo-te.
Melodia de duas bocas
21.1.10
20.1.10
Por vezes
Vieste




























