Eu sou naturalmente a sensação que sinto, a sensação que transmito sem mordaças, sem máscaras, sem artifícios. Vivo em função da minha satisfação, dos meus desejos, da minha vontade de fazer o bem mesmo com a certeza do quanto mal já fiz. Vivo a vida. Com amor, com as certezas que penso ter, às vezes doces e ilusórias certezas planando ao sabor libidinoso do vento que as leva sem obstáculos, sem negativos. Vivo nas nuvens da vida, do amor, das ilusões. Por outro lado vivo o meu temperamento felino nos meandros da inconsequência sem ser inocente. Sou o que quero. Sou o que sou, sou o que quero ser em total cumplicidade com as minhas intuições. Vou até onde o meu instinto me leva. Vivo de mãos dadas entre o meu Eu de emoções com o meu Eu racional que me regula, que me soma e subtrai, sempre nas minhas perfeitas faculdades. E nesta balança dentro de mim vivo com a plena consciência da felicidade que procuro, que almejo. Quero mais sem nunca precisar de fugir de mim. Tudo o que faço é profundamente consciente nas saídas, nas fugas e até nas inverdades. Não sou um mistério mas também não sou figura fácil. Sou dentro do possível apenas eu. Vivo de amores. Lógicamente por não me interessar morrer.
5.11.10
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"Vivo de amores. Logicamente por não me interessar morrer."
ResponderEliminarBelíssimo!!!
Genial.
Texto lindo. Autêntico. Quase auto biográfico. Gostei da janelinha aberta para dentro da tua alma.
Um beijinho.
Muito obrigado Maria! ;D Este blog é todo ele uma transcrição do caderninho de bolso que me acompanha diáriamente e onde "me" vou rascunhando...com maior ou menor perícia!
ResponderEliminarUm beijo!