7.5.11

alguém

Há alguém...

... que me despe com um só olhar.

Me sonha...

... vestido de palavras.

Alguém...

... com quem se torna inevitável arder dentro da vida.

4.5.11

...

Cruzámos olhares cúmplices,
Falámos muito não me recordo de quê,
E no calor dos corpos crescia o desejo.
Caminhámos pela cidade,
Eu metia as mãos nas algibeiras,
Onde tacteava tudo o que guardara e possuía.
Um lenço, um isqueiro, um bloco de notas.
Sentia-me feliz por quase nada possuir.
A imagem azulada das tuas mãos flutuava diante de mim,
Gesticulava para me dizer que estávamos vivos,
E apaixonados.