Cruzámos olhares cúmplices, Falámos muito não me recordo de quê, E no calor dos corpos crescia o desejo. Caminhámos pela cidade, Eu metia as mãos nas algibeiras, Onde tacteava tudo o que guardara e possuía. Um lenço, um isqueiro, um bloco de notas. Sentia-me feliz por quase nada possuir. A imagem azulada das tuas mãos flutuava diante de mim, Gesticulava para me dizer que estávamos vivos, E apaixonados.