28.9.10

"poesia em movimento"



Ontem bateste à minha porta, mais uma vez...Os nossos olhares já comunicam sem palavras, os sorrisos já combinam o que os nossos corpos desejam. Ao ouvido sussuraste-me um "tenho saudades tuas", deixei-te entrar. A porta fechou e escondemo-nos do mundo, outra vez. Beijaste-me o pescoço, já me conheces. Fiz-te minha, despi-te com volúpia, a mesma com que me consomes o corpo. É em noites como esta que sinto o mundo quase parar e tu como quem adivinha, apareces. A nossa respiração, ofegante, dita a velocidade a que o mundo deve rodar. Fundes-te nos meus braços, derretemo-nos em beijos, enebrias-te com o meu cheiro, encantas-te com a minha voz. Gosto do nosso silêncio telepático, do mundo que parte e regressa num abraço a casa. Gosto de beber o teu corpo. Fazes-me perder o sentido das coisas. Vicias-me as noites. E dizes tu que juntos fazemos "poesia em movimento"...!

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