17.3.09

Percorro-te


Percorro-te
Na ânsia de beber toda a tua beleza
De afagar os teus contornos.

Não me canso de olhar
Os teus olhos profundos
Que pousam no meu corpo.

Terra nascida do mar,
Sonhei-te para te dar forma
Vivi-te nos ínfimos detalhes.

Amando-te, amei-me a mim mesmo,
Revi-me nas tuas águas,
Encontrei-te nas tuas noites.

Mau caminhante,
Ávido de aventura e sedento de paz,
Banhei-me na calmaria que me ofereces.

Perdido no espaço e no tempo,
Lançado pela minha nave espiritual,
Cai no teu monte mais alto.

Contudo prendes-me,
Esta contradição consome-me,
Este querer ficar e querer partir.

A ti me entrego,
Nunca te dizendo adeus.

Digo: “Amo-te” apenas quando o sinto,
É sempre.

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