Além…
nas densas sombras das portas cerradas
no pranto ciumento das vidraças ala
das danças, sarcástico…
como hoje e no antanho,
pequeno como eu,
do mesmo tamanho.
Além…
onde os muros se agitam perto do fim
e encurtam lugares cá dentro de mim
onde os tectos se descosem da levitação
e calcam alentos de exaltação
onde os ares se refazem a cada minuto
e desprezam arcanjos em estado bruto
onde os brilhos se encobrem num coma de acanho
pequenos como eu,
do mesmo tamanho.
Além…
onde o sustento morre antes dos animais
e secam os líquidos, a água e os demais
onde as flamas mastigam o firmamento
e derretem as cordas do pensamento
onde a morte desbasta as searas de sangue
e tombam os frutos da árvore langue
onde a utopia é um finado do rebanho
pequena como eu,do mesmo tamanho.
Além…
da linhagem dum arlequim terno,
assim são os palhaços do Inferno.
Assinam os nomes num jeito canho,
pequenos como eu,
do mesmo tamanho.
Tenho tanto orgulho naquilo que és...incrível como me surpreendes a cada poema que escreves! Gostei muito, muito! E...tenho saudades tuas!
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