25.3.09

Despertar


Depois de abandonado sobre a cama, o corpo, dorido de um dia intenso, repousa sobre a seda dos lençois. A alma, esvoaça para longe, envolta em sonhos e quiméras, deixando-o ali, abandonado, perdido, vazio de ti.
Sobre o céu escuro da minha noite, as estrelas são sinais que me guiam nesta viagem distante a lado nenhum. Esta alma desprovida de sentidos, segue o caminho infinito da noite escura, procurando-te em cada estrela, tentando descobrir-te em cada galáxia, para que possa regressar e ter fôlego para fazer o corpo que a perdeu, caminhar pela estrada da vida.
Depois dos sonhos, o raiar do dia, chama-me de volta, o corpo, gelado, inanimado, espera-me, com a saudade que o vazio lhe deixou.
Regresso, para um novo despertar, que o dia, dissolvendo a noite, voltará a fustigar, deixando-o exausto, no final de mais um dia.

1 comentário: