27.6.11

tu. sempre tu.


Não é fácil dizer tanto fugindo à trivialidade das palavras mas...escrevo palavras que pensam em ti. Encontrei-te no fim do arco-íris. És o lugar. Secreto. Concreto. Seguro. Cravaste em mim o nosso destino e a tua voz tatua-me as manhãs, as tardes, as noites. Aquelas que são nossas, muito nossas. Escuto o meu desejo e ele só de ti carece. Encontro a tua respiração a cada esquina. Tu sabes quem sou, como sou e aceitas-me assim sem questionar nem pedir mudanças. ( Gosto ainda mais de mim quando estou contigo.) Banho-me por completo na profundidade dos teus olhos, na serenidade que me oferecem. Precisava de alguém que tivesse as mesmas ideias, a mesma vontade, o mesmo fascínio pela arte do sonho e da vida...como eu! Encontrei-te, encontramo-nos. Juntos abandonamos as palavras, percebemo-nos nos silêncios, lemo-nos nos ecos da meia-luz, escrevemo-nos corpo a corpo. Estamos como se tudo estivesse connosco. De manhã vestimo-nos com o vento e o coração quase pára da já sentida saudade. O calor dos teus afectos circula-me no peito...Os meus olhos ficam cansados quando não te vêem para depois, ao vislumbrar-te, o relógio parar, as horas desistirem de bater e haver sorrisos nos olhos que se olham sofregamente. Gosto dos meus olhos a falar de ti, gosto que paires no silêncio do meu corpo. Corpo. O teu que pesa a medida exacta do meu desejo. És tu que me atravessas, tu! Juntos trazemos connosco poesia bastante para nos amarmos. É caminhar que quero, seguir-te e encontrarmo-nos todos os dias. Apaixonado por ti sempre. Perdidamente. Irrefutavelmente. Absolutamente.

7.5.11

alguém

Há alguém...

... que me despe com um só olhar.

Me sonha...

... vestido de palavras.

Alguém...

... com quem se torna inevitável arder dentro da vida.

4.5.11

...

Cruzámos olhares cúmplices,
Falámos muito não me recordo de quê,
E no calor dos corpos crescia o desejo.
Caminhámos pela cidade,
Eu metia as mãos nas algibeiras,
Onde tacteava tudo o que guardara e possuía.
Um lenço, um isqueiro, um bloco de notas.
Sentia-me feliz por quase nada possuir.
A imagem azulada das tuas mãos flutuava diante de mim,
Gesticulava para me dizer que estávamos vivos,
E apaixonados.

24.3.11

Gosto-te

Gosto de ti. Gosto do teu nome. Gosto do meu nome colado ao teu. Gosto do nosso nós e de tudo o que somos juntos. Gosto quando te dou a mão e a apertas para que eu sinta que estás sempre aqui. Gosto de te afastar o cabelo da cara e ficar a olhar para ti. Gosto quando me abraças e ficamos em silêncio. Gosto do teu ar incerto e do teu jeito certo. Gosto da tua voz serena e de ouvir "tenho tantas saudades tuas". Gosto que me leves aos teus sítios especiais e de te arrancar um sorriso quando menos esperas. Gosto de te imaginar a escolher aquela prenda especial que me dás com o ar mais feliz do mundo. Gosto que me contes as tuas histórias e me queiras incluir em todas. Gosto quando sonhas ao meu lado e me inventas em cada dia. Gosto dessa procura incessante em me fazer sentir o mais feliz todos os dias. Gosto dos dias grandes contigo e das noites em que só somos nós. Gosto de te amar. Gosto de sorrir por ti e para ti. Gosto de estar aí, mesmo quando estou aqui. Gosto quando me chamas amor. Gosto de te enrolar na tua manta favorita e colorida e de te levar a melhor romã do mundo, descascada por mim. Gosto de te aconchegar os lençóis e dizer que vou cuidar de ti. Gosto quando danças comigo no meio da cozinha e no meio do nada. Sem música. Gosto quando sorris de entusiasmo porque vais cozinhar para mim. Gosto da da forma como olhas para mim, como se fosse único. Gosto quando me abraças e tiras o mundo de cima de mim. Gosto de te chamar Fada e dizer que fazes magia. Gosto de te beijar e segurar o teu rosto com as duas mãos. Gosto de te apertar, gosto de te agarrar, gosto de te encantar. Gosto de te fascinar quando canto para ti. Gosto quando me seduzes, quando me amas, quando me mimas, quando me ouves, quando me ensinas. Gosto de te ler e de ler para ti. Gosto quando me abres a porta, quando me elogias, quando me admiras, quando me conquistas. Gosto de te conduzir, de te orientar, de te tratar como a mulher mais fantástica do mundo que és. Gosto que adormeças sob o meu olhar. Gosto de te dar as mãos quando jantamos, quando dormimos, quando passeamos, quando rimos, quando choramos, quando voamos para bem longe. Gosto de te mimar com as minhas manias. Gosto de te encantar quando menos esperas. Gosto de te seduzir e de te olhar sob a luz da lua. Gosto que me faças rir. Gosto de te tirar centenas de fotografias porque sim e porque também. Gosto dos dias em que juramos que nada nos vai separar e que tudo nos une ainda mais. Gosto de te proteger. Gosto que me mostres sempre o melhor de ti e que me sejas tão transparente em tudo o que não gostas em ti. Gosto do amor que tens pela família, do teu conceito de núcleo, dos teus valores, das tuas estórias, das tuas aventuras, dos teus desejos e do desejo maior que tens: ser feliz. Sempre. Gosto que gostes de me ter ao teu lado e de me querer para o resto de uma vida que ainda tem tanto caminho para andar. Gosto de te amar, muito, todos os dias, em cada dia, mais e mais e sempre mais. Até sempre. Aquele sempre que só nós sabemos e conhecemos. Gosto de gostar de ti. Tanto.

23.3.11

...

[O mundo emociona-me! O arrepio de estar vivo e testemunhar a beleza como um roubo ou um assalto permitido...a alegria da desobediência...o imperativo de ser feliz!]

felicidade

Pedi a mulher que amo em casamento.
Fui aceite. Vamo-nos casar!
Se estou feliz? Como nunca!


*
[Ficarei contigo todos os dias da minha vida,
Naquilo que é o amor que tu me ensinaste!]

13.3.11

momento


Janela aberta para o mar.
Deitas-te ao meu lado, a rir. Corpo nu. Morango, baunilha, buganvília, rosas, água fresca, malmequeres!
Os teus olhos escrevem poemas num céu que eu não sabia existir. Os teus sorrisos pintam sonhos nas paredes da minha casa. As tuas mãos contam histórias de encantar aos meus passos que já não conhecem outro rumo que não sejam os teus braços.
Com o corpo à escuta, revelo-te nas palavras o secreto ardor. Há dias assim em que me apetece escrever-te em todos os sítios, em que não consigo pensar em mais nada. Corres-me nas veias. Abres-me na pele o sonho feito de carne. Fico suspenso no teu olhar. Gosto de te ouvir falar, perder-me no tom da tua voz, embalar-me na certeza do teu sorriso. Apago-me de cada vez que ouço certas músicas dentro de mim. E então, acendo-te o rosto, devoro-te a boca, incendeio-te o corpo.
E juntos, como se fosses a continuação do meu respirar, partimos para lá do mundo.