13.3.11

momento


Janela aberta para o mar.
Deitas-te ao meu lado, a rir. Corpo nu. Morango, baunilha, buganvília, rosas, água fresca, malmequeres!
Os teus olhos escrevem poemas num céu que eu não sabia existir. Os teus sorrisos pintam sonhos nas paredes da minha casa. As tuas mãos contam histórias de encantar aos meus passos que já não conhecem outro rumo que não sejam os teus braços.
Com o corpo à escuta, revelo-te nas palavras o secreto ardor. Há dias assim em que me apetece escrever-te em todos os sítios, em que não consigo pensar em mais nada. Corres-me nas veias. Abres-me na pele o sonho feito de carne. Fico suspenso no teu olhar. Gosto de te ouvir falar, perder-me no tom da tua voz, embalar-me na certeza do teu sorriso. Apago-me de cada vez que ouço certas músicas dentro de mim. E então, acendo-te o rosto, devoro-te a boca, incendeio-te o corpo.
E juntos, como se fosses a continuação do meu respirar, partimos para lá do mundo.

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