
Não é fácil dizer tanto fugindo à trivialidade das palavras mas...escrevo palavras que pensam em ti. Encontrei-te no fim do arco-íris. És o lugar. Secreto. Concreto. Seguro. Cravaste em mim o nosso destino e a tua voz tatua-me as manhãs, as tardes, as noites. Aquelas que são nossas, muito nossas. Escuto o meu desejo e ele só de ti carece. Encontro a tua respiração a cada esquina. Tu sabes quem sou, como sou e aceitas-me assim sem questionar nem pedir mudanças. ( Gosto ainda mais de mim quando estou contigo.) Banho-me por completo na profundidade dos teus olhos, na serenidade que me oferecem. Precisava de alguém que tivesse as mesmas ideias, a mesma vontade, o mesmo fascínio pela arte do sonho e da vida...como eu! Encontrei-te, encontramo-nos. Juntos abandonamos as palavras, percebemo-nos nos silêncios, lemo-nos nos ecos da meia-luz, escrevemo-nos corpo a corpo. Estamos como se tudo estivesse connosco. De manhã vestimo-nos com o vento e o coração quase pára da já sentida saudade. O calor dos teus afectos circula-me no peito...Os meus olhos ficam cansados quando não te vêem para depois, ao vislumbrar-te, o relógio parar, as horas desistirem de bater e haver sorrisos nos olhos que se olham sofregamente. Gosto dos meus olhos a falar de ti, gosto que paires no silêncio do meu corpo. Corpo. O teu que pesa a medida exacta do meu desejo. És tu que me atravessas, tu! Juntos trazemos connosco poesia bastante para nos amarmos. É caminhar que quero, seguir-te e encontrarmo-nos todos os dias. Apaixonado por ti sempre. Perdidamente. Irrefutavelmente. Absolutamente.
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