4.5.09

Perdição em Bali


Sei que inventamos um novo léxico,
Para sussurrar uma existência,
Fora do tempo.
A construção da linguagem,
Faz-se de seda,
Abraços de casulo!

Quem de nós recebe a palavra,
Como consagração das horas?
Quem?
Eu e tu?
Agora pronuncio-te lenta,
Lentamente.
Fazendo ressoar em mim,
Cada som que é o mais pequenino,
Lugar do teu corpo.
Um mapa que reconstruo,
Por dentro dos meus olhos.
São os percursos do desejo.
As rotas de seda.
(A foto...só para ti que a entendes!)

3 comentários:

  1. De um talento genial como é o teu, também esta só podia ser uma faceta tua igualmente brilhante!
    Beijinhos Carlos

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  2. Genial! Tens uma beleza de palavras fascinante...leio-te e releio-te e nunca canso! És fantástico!

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  3. ahhhh Bali! Reconheci pela descrição. Detalhes...
    ;)

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