
Nas palavras há silêncios...
Que só o coração consegue ouvir.
Impossível querer-lhe mentir.
Tal como a sombra da Lua,
Redonda, como o teu sorriso,
Quando para mim dançavas, nua.
Murmúrio, pauta de sinfonia inacabada...
Que contém os segredos dos olhares que lhe suplicam:
Dá-me a alegria, do abraço o calor...
O seu perdido sabor...
Tira da minha alma o nada.
No nada que nos separa agora
Cabe lá tudo o que quisermos
Palavras...
Que nos fazem vislumbrar o infinito...
Ir em solto grito.
Ter memórias de casa...
Guardei-as no peito várias vidas, sucessivas...
libertei-as quando te encontrei...
E mesmo no silêncio a ti me
Dei em cada palavra uma asa...
E hoje, sentado entre o espaço da saudade
e o tempo da dor...
Há uma que voltou em voo lento, sozinha
Para o profundo mar do meu olhar...
Mas veio na forma singular: amor.
Que só o coração consegue ouvir.
Impossível querer-lhe mentir.
Tal como a sombra da Lua,
Redonda, como o teu sorriso,
Quando para mim dançavas, nua.
Murmúrio, pauta de sinfonia inacabada...
Que contém os segredos dos olhares que lhe suplicam:
Dá-me a alegria, do abraço o calor...
O seu perdido sabor...
Tira da minha alma o nada.
No nada que nos separa agora
Cabe lá tudo o que quisermos
Palavras...
Que nos fazem vislumbrar o infinito...
Ir em solto grito.
Ter memórias de casa...
Guardei-as no peito várias vidas, sucessivas...
libertei-as quando te encontrei...
E mesmo no silêncio a ti me
Dei em cada palavra uma asa...
E hoje, sentado entre o espaço da saudade
e o tempo da dor...
Há uma que voltou em voo lento, sozinha
Para o profundo mar do meu olhar...
Mas veio na forma singular: amor.
....Então, inventámos uma só palavra que define com doçura e encanto a improbabilidade universal de dois corpos se voltarem a encontrar com a mesma intensidade da Luz - a Saudade...
Somos apenas almas que gerem com maior ou menor perícia essa saudade doída. A ausência é uma saudade arrefecida, uma saudade que nos faz ter tempo para recuar e olhar para dentro.
Dizem que o tempo cura. É mentira. A Saudade não. Nada a cura. Não sobra tempo para nada, porque todo o tempo do mundo pertence-lhe.
E eu olho esse tempo da Saudade e, devagarinho, encosto-me à memória das coisas boas, como a luz do teu olhar, sempre que alongávamos a vista pelas ondas altas de espuma a rebentarem do outro lado da janela.
E é no tempo que roubo à saudade que digo que te amo. Assim, com toda a simplicidade. Ainda que não me ouças...
Somos apenas almas que gerem com maior ou menor perícia essa saudade doída. A ausência é uma saudade arrefecida, uma saudade que nos faz ter tempo para recuar e olhar para dentro.
Dizem que o tempo cura. É mentira. A Saudade não. Nada a cura. Não sobra tempo para nada, porque todo o tempo do mundo pertence-lhe.
E eu olho esse tempo da Saudade e, devagarinho, encosto-me à memória das coisas boas, como a luz do teu olhar, sempre que alongávamos a vista pelas ondas altas de espuma a rebentarem do outro lado da janela.
E é no tempo que roubo à saudade que digo que te amo. Assim, com toda a simplicidade. Ainda que não me ouças...
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