15.11.11
voz
Sabes o gosto na voz? Aquele sabor que fica preso no corpo quando o eco nos toca? É nesse detalhe que apuro os sentidos, que aguardo a chegada do teu corpo nu. Nesta espera contida, enquanto te vejo aproximar, enquanto te olho para te poder perscrutar, a minha pele aguarda, arrepiada pelos sentidos. Enches-me o olhar nas curvas perplexas do teu corpo. És luar pleno e, no eclipse deste instante em que os corpos se encaixam, somos o côncavo e o convexo. Somos... o nosso próprio desejo.
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