17.10.10

Hale-bopp


Os cometas têm dupla personalidade. São negros e sem cauda mas incendeiam-se quando se aproximam do sol. Têm na sua essência todos os constituintes da vida. Quando os vemos nunca pensamos nisso...só pensamos que, como são raros, podem dar-nos sorte e é por isso que quando os vemos pedimos um desejo. 

Nunca acreditei em coincidências mas sei que conhecer-te não foi um acaso na minha vida. Foi um presente do destino! És o meu cometa, o meu Hale-Bopp! O maior e o mais brilhante!

Quando amo


Eu quando amo mimo. Eu quando amo faço sonhar. Eu quando amo suspiro e faço suspirar. Eu quando amo não corro atrás, mas fico presente. Eu quando amo não fico em silêncio, canto melodias. Eu quando amo não desisto, luto. Eu quando amo quero tudo e quero hoje e quero para sempre. Eu quando amo não tomo nada como garantido. Eu quando amo escalo montanhas, pinto céus e planto flores. Eu quando amo visto-me de mar, bronzeio-me de côco e brilho com as estrelas. Eu quando amo peço desejos à lua e ofereço flores ao mar. Eu quando amo fecho os olhos e peço ao Universo que me deixe amar assim para sempre. Eu quando amo quero ser o Sol. Quando amo...e eu amo-te. Muito.

ZEN

Acreditei. Pedi com toda a minha fé.

Rendi-me a este amor e aceitei. 

Abracei-te, abracei-me.

Estou em paz.

Perfeito.

15.10.10

Acredito. Do verbo acreditar


Acredito que as relações se fazem de química e de cumplicidade.
Acredito que o corpo tem linguagem própria. O olhar. E o sorriso também. É isso que constrói uma relação: tudo o que está para além das palavras, tudo o que conseguimos ouvir no silêncio. Acredito no conforto do silêncio.
Acredito que as relações se fazem de momentos. Segredos. Lágrimas e gargalhadas. Fantasias. Guardar tudo o que se sabe sem querer saber mais nada. Passado. Futuro. Querer o todo sem nunca conhecer tudo. Viver!
Acredito em entidades isoladas com um mundo próprio.
Acredito no fascínio pelo que nunca nos pertence.
Acredito em nós. Simplesmente.

Para todos os dias


Há muitas coisas assim na vida! Começam do nada como uma vela que não se apaga, um fio de vento que não se vai embora, uma noite que não dorme e chega em claro até à manhã. Foi assim que tudo começou. Entraste para a minha vida sem nenhum de nós saber. Se não para todo o sempre, pelo menos para todos os dias, enquanto os houver.

Da entrega


Eu sou lúcido na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieto na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos e transformo alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, às vezes, menos do que sou capaz. Procuro pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, atiro-me e quando recuo não volto mais...

Eu. Tu. Nós!



Passamos muitas horas a rir, a falar de tudo e de nada. Fazemos muitos silêncios. Olhamo-nos intensamente como que numa descoberta pelo olhar. Cozinhamos um para o outro. Dançamos no meio do nada, por nada. Andamos de mãos dadas, jantamos de mãos dadas, adormecemos de mãos dadas. Sorrimos de olhos fixados por saber que ainda há tanto para viver! Não nos rendemos às pseudo-evidências, acreditamos em nós. Juramos amor eterno. Voamos até onde mais ninguém pode voar! Estamos felizes e crentes e optimistas e cheios de planos...e de sonhos, muitos, muitos, sonhos! Fazias-me tanta falta...foi por ti que esperei! Inesquecível o dia em que te conheci e logo te começei a amar.